Ah, Essa Fase De Novo…

 


Peguem seus martinis (ou espressos, se preferirem), porque a vida tem essa maneira curiosa de nos jogar de volta nas mesmas situações, como se estivéssemos presos em uma roda-viva. Você pensa que superou uma fase, que já aprendeu a lição, e então, sem aviso, ela reaparece, mais ou menos como uma amiga inconveniente, mas necessária. E, não importa se você está com martini na mão, tentando passar uma imagem de que tudo está sob controle, ou com um espresso, tentando segurar o cansaço e a ansiedade – o vazio da repetição é o mesmo. A única pergunta que fica é: será que dessa vez eu vou dar conta?


“Você Lidou Com Isso Tão Bem”, Eu Lidei?


Quantas vezes já ouvimos essa frase? “Você foi forte”, dizem. Aquelas palavras que, muitas vezes, parecem mais uma máscara para a dor que está camuflada atrás do sorriso. Mas a realidade é que ser forte não significa estar inteiro, ou sem medo, ou sem dor. Ser forte é, na maioria das vezes, continuar, apesar das incertezas, apesar do peso emocional. E talvez o mais difícil disso tudo não seja passar pelas fases ruins, mas aceitar que essas fases ruins são, de certa forma, inevitáveis. Elas fazem parte do processo – o que importa não é evitá-las, mas aprender a caminhar por elas com a maior dignidade possível.


São tantas as fases que surgem: aquele ciclo doloroso que se repete, a dor de uma despedida, a incerteza que nos faz questionar tudo. Fases que parecem não ter fim, e que, quando parecem finalmente ir embora, nos deixam com o gosto amargo da dúvida: será que aprendemos o suficiente?E, de repente, nos pegamos no meio de uma nova tempestade, tentando achar a direção, enquanto o vento parece soprar mais forte, como se estivéssemos sendo testados mais uma vez. O tempo, com suas rodadas intermináveis, nos coloca diante do que não resolvemos antes, nos forçando a reencarar e a entender o que não conseguimos aprender da última vez. Mas é aí que a magia acontece, ou pelo menos, a reflexão.


Ah, Essa Fase De Novo…


Se há algo que as fases ruins têm em comum, é que elas nos ensinam muito mais sobre nós mesmos do que qualquer fase tranquila ou fácil. Cada uma delas nos força a olhar para dentro, a confrontar medos, falhas, e muitas vezes, as partes de nós mesmos que gostaríamos de esquecer. E, embora essas fases sejam desconfortáveis, dolorosas até, elas são fundamentais. Elas nos moldam de maneiras que as fases boas jamais conseguiriam.


Porque não são as fases boas que nos ensinam a ser resilientes. Elas podem nos dar prazer, tranquilidade, satisfação. Mas é nas fases ruins que, muitas vezes, encontramos nossa verdadeira força. E, se o ciclo parece se repetir, talvez seja porque ainda há algo para aprender – ou algo para deixar para trás. Não é sobre controlar tudo ou estar imune à dor, mas sobre sobreviver a essas fases, com todas as imperfeições que elas trazem, e perceber que sempre podemos ir além.


No final das contas, o mais importante não é o que mostramos ao mundo, seja com martinis ou espressos em mãos. O mais importante é o que estamos aprendendo sobre nós mesmos enquanto lidamos com tudo o que a vida coloca em nosso caminho. Mesmo nas fases ruins, há sempre algo que podemos carregar para a próxima etapa. E, se somos fortes, talvez seja porque, em algum momento, decidimos enfrentar a dor, com ou sem glamour, com ou sem controle.

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