Por Que Insistimos Em Algo Que Machuca?
A resposta está no medo. Medo do vazio, de admitir que algo acabou, ou de encarar a incerteza do que vem depois. O familiar — por mais que machuque — parece mais seguro do que o desconhecido. Então ficamos, idealizando o que poderia ser, ignorando o que realmente é.
Além disso, existe o apego. Somos criaturas emocionais e, muitas vezes, confundimos apego com amor. Então, pensamos: “Se eu insistir mais um pouco, vai melhorar.” Só que insistir no que nos fere não é perseverança ou amor, é autossabotagem.
Mas Por Que Dói Tanto Soltar?
Porque soltar exige abrir mão das expectativas que criamos.
É doloroso admitir que algo não deu certo, que alguém não correspondeu, ou que o caminho escolhido não era o melhor. Soltar também nos coloca cara a cara com o vazio — e o vazio assusta.
Mas aqui está a verdade: segurar o que machuca dói mais do que soltar.
Então Como Soltar O Que Machuca?
Soltar começa com um momento de honestidade consigo mesmo. É preciso parar e encarar a verdade: isso está me fazendo bem? Ou estou preso ao que eu queria que fosse?
Reconhecer que dói e que não está funcionando já é o primeiro passo para sair desse ciclo.
Depois, vem o processo de deixar ir (que nunca é rápido nem fácil). Requer paciência e autocompaixão. Você não precisa soltar tudo de uma vez, mas pode começar aos poucos: se afastando, colocando limites, e aprendendo a lidar com o vazio que isso deixa.
E, no meio desse caminho, é importante lembrar que não é fraqueza desistir de algo que machuca. É um ato de amor próprio. Amar a si mesmo o suficiente para soltar é um aprendizado, e, às vezes, o mais difícil é aceitar que nem tudo está sob o nosso controle.
Por fim, só quero pedir para que você confie no futuro e em si mesmo, quando sentir que algo não seja para você, não questione. Quando você soltar algo que não te serve mais, vai abrir portas para o que realmente pode te curar.

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