Quando a Ausência Pesa: Amizades e Pessoas Ausentes
Ultimamente ouve-se falar muito sobre “amizades de baixa manutenção”, ou seja, relações que “sobrevivem” mesmo sem contato constante. Mas será que esses relacionamentos podem realmente ser consideradas amizades?
A Distância Emocional Mesmo Com a Presença Física: De Onde Surgiu?
Essa ausência emocional normalmente está ligada à dificuldade de demonstrar carinho e amor, que pode ter raízes em experiências vividas na infância, traumas ou no cansaço mental.
Como um mecanismo de defesa, pessoas que cresceram em ambientes nos quais o amor era escasso tendem a evitar mostrar vulnerabilidade. Sem contar em vivências traumáticas em antigos relacionamentos (podendo ser românticos ou não).
Por outro lado, devemos sempre estar atentos se as pessoas a nossa volta estão conseguindo acompanhar a própria vida, problemas como a depressão e o burnout podem causar um retardo nas capacidades de se conectar.
Como Lidar Com a Ausência?
Momentos em que você se encontra dependente de alguém que já não corresponde da maneira que você precisa são extremamente delicados, ademais é uma grande oportunidade para focar no que você gosta.
Nosso cérebro entende as coisas de uma maneira diferente, por isso, quando alguém se afasta — mesmo que não tenha “ido embora” totalmente — o órgão capta como uma perda real. Nesses momentos é necessário enfrentar esse “luto”, e entender que perdas e ausência sempre ocorrerão.
E Se Eu For a Pessoa Ausente?
As vezes preferimos viver em “nosso mundinho” e acabamos nem notando coisas que podem ser prejudiciais para os outros, se lendo isso você percebeu que é uma pessoa ausente e se sentiu incomodado com isso, não se preocupe, você está no caminho certo.
Não precisamos mudar nossa essência, com certeza suas amizades entendem o seu jeito e te valorizam mesmo assim. Porém, situações como essa podem acabar sendo desgastantes quando não existe comunicação, então informar seus amigos sobre sua preferência já é uma ótima maneira de respeitar a individualidade de ambos.
Conclusões:
Às vezes o maior reencontro que precisamos é com nós mesmos. Afinal, o que esse distanciamento quer mostrar sobre você?

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